Empregabilidade - Algo mais a ser dito?

Com a economia brasileira em crescimento acelerado, essa questão começa a não mais preocupar os profissionais. Mas é justamente nestes períodos de ‘vacas gordas’ que esta questão precisa ser considerada.
Em primeiro lugar e usando uma das máximas da qualidade total, devemos prevenir e não corrigir. Ou em outras palavras devemos ser proativos e não reativos. Esperar a próxima crise na economia ou na sua empresa para se preocupar com sua empregabilidade é garantir que você estará desempregado quando isso acontecer, pois outros que se prepararam vão estar mais seguros que você.
Como podemos então preparar-nos nesta fase atribulada de crescimento? Nesta fase em que as atividades de curto prazo tomam quase todo o tempo e o desenvolvimento profissional acaba se tornando em segunda ou terceira prioridade?
Como numa empresa, precisamos saber balancear os resultados de curto, médio e longo prazos. E reservar tempo em nossa agitada agenda para o aprimoramento continuo de nossa profissão. Também precisamos garantir que três componentes cruciais de nossa vida estejam em harmonia. Por exemplo, se você está formado há alguns anos, tem uma família constituída e já está há algum tempo em seu cargo/posição, penso que esse seria um momento adequado para investir em você e em sua carreira (voltamos a este ponto depois). Se, por outro lado, acabou de mudar de área ou ser promovido, deve dedicar-se bastante ao aprendizado prático (sem se esquecer da família é claro) que esta nova oportunidade lhe trará.
Lembro-me dos tempos como diretor de uma multinacional, em que discutíamos as melhores maneiras de aprender e, surpreendentemente para mim na época, estudos revelavam que não eram através do aprendizado institucional (cursos, por exemplo), mas de desafios novos. E que o quanto mais difíceis eram, mais proviam em aprendizado. Ou seja, como na ginástica, se não há dor, não há ganho... E era esta uma das fases mais desafiantes de minha vida profissional, pois eu estava em uma designação internacional nos EUA. Nessa situação você aprende 24 horas por dia, pois tudo é novo (língua, cultura, moradia, escola dos filhos, colegas, escritório, chefe, subordinados e o trabalho em si). Deu para aprender muito neste período...
Voltando à questão do balanceamento, se por outro lado tivermos um acontecimento pessoal importante (casamento, nascimento de um filho, perda de um ente querido), penso que devemos nos dedicar à vida pessoal (não se esquecendo do trabalho é claro), e não buscar mais desafios.
Imaginem um malabarista que tem que manter três bolas no ar em constante movimento: a vida pessoal/familiar (você e seus entes queridos), a vida individual (você com você mesmo) e a vida profissional (você e a empresa); para mudarmos a dinâmica e trazer uma quarta bola (por exemplo, um investimento grande de tempo em sua profissão), é melhor garantirmos que as três estejam movimentando-se em harmonia, ou a chance de que uma caia será grande.
De que adianta termos um bom emprego, estarmos mudando de posição e resolvermos fazer um investimento na profissão (mudando duas bolas ao mesmo tempo), se a família ficar sem a devida atenção, aumentando as chances de um divórcio ou um filho com problemas (uma das bolas cai)? Em algum momento creio que o arrependimento virá. Ou se nascer o nosso primeiro filho e resolvemos nesse momento investir numa nova profissão? Ou a família ou o trabalho vão estar prejudicados pela falta de atenção e dedicação.
Para concluir esta linha de pensamento, e se estivermos com as três bolas em equilíbrio dinâmico? Não será bom? E se você já tiver alcançado tudo que quiser em sua vida profissional e pessoal, e decidir que pode parar de investir? Mas se não for este o caso, se sua ambição ainda estiver ativa, ou voltando ao nosso tema, se você quiser aumentar sua empregabilidade, você deve fazer um esforço para mudar este equilíbrio dinâmico, Eu e meu parceiro Josmar Bignotto, elaboramos mais sobre este tema da harmonia das coisas, em nosso livro ‘O Desequilibrista’.
Para investir em você, penso que deva estar sempre atualizado no conteúdo de sua profissão e na forma como você atua, principalmente criando e mantendo bons relacionamentos, ou seja, sua redes sociais, dentro e fora da empresa.
Conteúdo vem obviamente do que você aprendeu em tempos de universidade e principalmente das experiências práticas que você tem tido ao longo de sua carreira, embasadas pelo conhecimento teórico. Mas num mundo que evolui a velocidade vertiginosa, o conhecimento precisa ser reciclado continuamente. Um curso de MBA, mini-cursos especializados ou certificações profissionais (cada vez mais em alta no mercado) são boas opções. Não se esquecendo de bons livros, revistas especializadas, e de conferências e seminários, que também são excelentes oportunidades para você aumentar sua rede social.
Concluindo, os níveis de excelência requeridos para a sustentabilidade das empresas, demandam níveis de excelência dos seus profissionais. Como um piloto de um avião, que deve estar recertificado a cada ano, todas as profissões deveriam merecer esse cuidado. E você, como está em sua profissão?
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